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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Expedição Jalapão: segundo dia.

O Parque Nacional do Jalapão é composto por nada menos do que 34 mil km quadrados, faz fronteira com a Bahia, Piauí e Maranhão. O lugar é um paraíso perdido no leste do Tocantins, digno de belas fotos e reportagens de TV.




Depois de uma boa noite de sono e um bom café da manhã, saímos de Ponte Alta do Tocantins para mais um dia de aventura pelo Jalapão. Com o roteiro em mãos e dicas dos nativos que são sempre muito bem vindas, seguimos estrada afora.

Gruta de Sussuapara (ou Cânion de Sussuapara)

Situada a 15 km de Ponte Alta  lado direito da estrada (sentido Mateiros), tem uma placa indicando o acesso a atração. O Sussuapara é uma fenda de cerca de 25 metros de profundidade e é  um esconderijo no meio do cerrado. É preciso estar com calçados confortáveis para descer pelo barranco se apoiando e se equilibrando entre as raízes das árvores até chegar lá embaixo. O barulho das águas pingando formando um riacho, as pedras moldando o caminho, um feixe de luz iluminando o local,  as paredes do cânion cobertas pela vegetação tornam o cenário espetacular. É impressionando como num lugar tão árido como o Jalapão é possível um lugar tão úmido e tão lindo como aquele. É possível chegar até o final do cânion e se banhar na queda que está encravada na rocha e saborear uma ducha gelada. Faça silêncio e contemple!



A trilha (ou o barranco) 






Na estrada tem essa placa indicando a entrada do Sussuapara

Encantados, seguimos como na canção da Chapeuzinho Vermelho, só que minha versão: “Pela estrada afora nós vamos bem contentes...”

Mais adiante vimos uma placa indicando “Lagoa Azul a 6 km. Não estava em nosso roteiro, mas a placa e a proximidade da estrada nos induziu a ir lá. Perdemos tempo e 12 km. Um lago comum, cheio de Buritis que é uma árvore comum na região e que de azul não tinha absolutamente nada. A nossa dica é: NÃO VALE A PENA!



É absolutamente comum trafegar durante muitos quilômetros no Jalapão e não encontrar ninguém na estrada. Neste dia, encontramos dois carros, três motos e uma equipe que estava gravando um filme no final do dia, já bem próximo a Mateiros. Portanto, levar algo para comer e água é de suma importância, pois não existem lugares para fazer paradas.





Cachoeira da Velha

Localizada a 70 km de Ponte Alta (sentido Mateiros) com acesso á esquerda. A estrada é puro cascalho, cheia de pedras. Estacionamos o carro e seguimos por uma passarela suspensa de madeira muito bem estruturada de aproximadamente 1 km até o mirante que fica em frente a fascinante cachoeira, que deveria chamar-se “Quedas do Jalapão” ou "Cataratas do Jalapão", pois é a maior da região com 100 metros de largura e mais de 15 de altura e não há quem não se impressione com seu barulho e sua beleza. Existe uma estrutura para acampamento mas nos pareceu abandonada, ficamos sem entender e esquecemos de perguntar como funciona. Não é possível tomar banho na cachoeira.








A trilha suspensa continua por mais de 1 km até a praia do Rio Novo. Voltamos para buscar o carro e seguimos pela estrada e chegamos ao rio.




Praia do Rio Novo


Que tal uma praia de água potável, doce, corrente e cristalina, onde não se vê  um único rastro de ser humano na areia branquinha e fina e cercada de matas por todos os lados? Parece que estávamos descobrindo algo que ninguém nunca pisou! Já que não podemos entrar na cachoeira curtimos a prainha que ela forma. 

Os vários tons de verde da água, com o marrom da areia molhada e o branco da areia se misturam a vegetação. E o tempo todo fomos perseguidos por centenas de peixinhos, nos fazendo voltar a ser crianças.

O local oferece  banheiros e vestiários com torneira para lavar os pés. Ao sair de lá, é importante passar repelente por causa dos mutucas que incomodam muito.








A Cachoeira da Velha e o Rio Novo, ambas cobram pelo acesso, mas quando fomos não tinha absolutamente ninguém no local.

As dunas douradas do Jalapão

E para encerrar o dia, o cartão-postal do Jalapão: as dunas! 

Na entrada tem uma casa (recepção) que gerencia o parque e você pode dar uma contribuição voluntária. A visitação é controlada e só pode ser feita até as 18h.




Liberados, seguimos por mais 5 km de areia MUITO fofa até chegar no local indicado para estacionar. Tem um riacho raso antes da subida e há um lado certo para subir e descer com uma indicação através de uma placa


E lá de cima, o espetáculo! Uma bela visão de 360 graus da região: de um lado a Serra do Espírito Santo que devido a erosão, levam areias e formam as dunas – que estão em constante movimento - e do outro a extensão do cerrado escandalosamente maravilhosas! Assistir ao pôr do sol do alto das dunas é um espetáculo único, pois é nesse momento em que elas ficam ainda mais douradas, contrastando com o azul do céu. A areia é fina e limpa, dá vontade de sair rolando. Foram centenas de fotos que merecem um post exclusivo.  Ficamos lá te o sol se pôr finalmente.














É de uma plenitude e singeleza inenarráveis, é preciso ir para sentir. 

Já era noite e seguimos  até Mateiros. Não tínhamos reserva feita e a cidade estava lotada pois havia a gravação de um filme (mencionado acima) e graças a uma indicação encontramos vaga na Pousada dos Buritis. 

Mas o turista também precisa comer: fomos almoçar/jantar no restaurante da dona Rosa que é super conhecida na região para saborear e nos fartar da deliciosa comida que ela prepara: feijão, arroz branco, macarrão, galinha  caipira, salada e ovos fritos, tudo feito em panela de barro.

Depois, "bucho cheio" e o descanso merecido!


Expedição Jalapão: terceiro dia

Expedição Jalapão: quarto dia

Expedição Jalapão: quinto e último dia

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