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terça-feira, 10 de julho de 2018

Nossa experiência na Ilha de Páscoa

Cultivar a paz interior: taí algo difícil nesse mundo cheio de informação. Esses dias pós Ilha de Páscoa, só tenho pensado em não perder a energia daquele lugar, Parece-me um tanto quanto improvável que eu consiga explicar em palavras a intensidade do que foi esta vivência. Mas estou aqui pra isso, certo? Então vamos lá.



No idioma nativo ela é chamada de Hanga Hoa que significa Ilha Grande. O povo Rapa Nui ou Rapanui, foram os primeiros habitantes da ilha, são de origem polinésica, chegaram lá há cerca de 1500 anos.  

Ir a Ilha de Páscoa não é como uma outra viagem de férias qualquer, quando você diz que se “desconecta de tudo”. Aqui é justamente onde a conexão acontece. A verdadeira conexão. Não é apenas à ilha mais remota do planeta, mas principalmente à energia que ela tem e à experiência que ela nos proporcionou. 

São Moais que pesam mais de 80 toneladas que foram feitos de pedras vulcânicas, os donos da ilha. Eles estão por todos os lados. Juntos em fileira, solitários em algum lugar ou caídos em diversos pontos da ilha. São crateras de vulcões, praias paradisíacas, diversos tons de azul de um mar que de pacífico só tem o nome. São cavernas, escrituras rupestres, lendas e muito mistério. Dias de longas caminhadas no sol, na chuva, com ventanias fortes que quase nos removiam do lugar.  




Ficar ali, ilhados, foi maravilhar-se com paisagens incrivelmente fascinantes.

É como entrar em profunda sintonia consigo mesmo. É questionar-se. É olhar para dentro. É despir-se daquele personagem social que interpretamos todos os dias em prol da vida normal. É deixar aflorar a nossa essência.
É passar a ver as coisas sob outra perspectiva…

Mas tem mais: não é todo dia que você tem o luxo de não precisar saber qual é o dia da semana ou do mês – e simplesmente não lembrar; de não precisar saber o ano em que se está, o que aconteceu e o que está por vir – e apenas não pensar nisso; de não precisar olhar para o relógio para saber que horas são – porque não importa, você não tem compromissos. Não é todo dia que você tem a sensação, a maluca sensação, de não saber em que lugar do mapa mundi você se encontra!

É a sensação que se viaja de avião e está acima das nuvens: de que se está no paraíso. Ou em um sonho. Em um lugar que pertence, no mínimo, a outra dimensão. Você desacredita que esteja localizado em algum ponto do planeta Terra,  tal é o seu desencaixe da realidade conhecida. 





Em Hanga Hoa, você fica tão espiritualmente aberto que simplesmente esquece das coisas que tem – sejam bens materiais, sejam obrigações e amarras que nós mesmos criamos – e dá espaço apenas para o ser. E então percebe o quanto no fundo é isso que realmente importa. E se dá conta de que é preciso muito, mas muito pouco para ser, verdadeiramente, feliz. O resto é bobagem. 


Em alguns momentos, sentados na grama, admirando os Moais ou simplesmente em alguma mirante da ilha admirando os diversos tons de azul do Oceano Pacífico, se me dissessem para fazer um pedido, pedir qualquer coisa, eu certamente não pediria nada. Não havia o que pedir, nada além a desejar. Só queríamos estar ali naquele momento e nada mais. E esta é a melhor sensação do mundo! Pode acreditar. Conseguir, de verdade, viver o aqui e o agora. Eu não conheci sentimento melhor que este até hoje: PLENITUDE.


Muita coisa supérflua deixou de fazer sentido, e tantas outras mais simples ganharam importância. Uma sensação deliciosa de atrair e desejar coisas boas, de estar energizado de uma maneira única. Ficamos ainda mais inquietos, querendo mais e mais. Uma eufórica sede por conhecimento.

Foram seis dias assim... Cheios de mim, de nós, que ficarão gravados para sempre em minha memória e adianto-lhes dizer, foi, sem dúvidas, a melhor viagem da minha vida! 

Makenna Figueiredo






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