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quinta-feira, 7 de maio de 2020

A charmosa vila de Civita di Bagnoreggio, na Itália

Uma cidade que despenca seus pedaços por barrancos, junto a séculos de história. Doze são os seus atuais habitantes. Os fantasmas de quem já partiu contabilizam várias gerações. Civita di Bagnoregio é uma ilha envolta por crateras lunares, moldadas a erosões e terremotos. A chamada “cidade que morre” ganhou nos últimos anos alguns suspiros a mais vida, graças a pessoas como você e eu – turistas curiosos, intrigados com a beleza pitoresca da cidade que fica no topo uma montanha de solo friável.” (Karen Regina)





Seguimos colecionando lugares únicos no mundo. Civita di Bagnoreggio entrou para a "minha coleção" de um dos lugares mais incriveis que já visitei. Pitoresca, charmosa, histórica e conhecida como "a cidade que morre", Civita é um daqueles destinos que vale a pena conhecer.



Localizada ao norte de Roma, cerca de 100 quilômetros (duas horas de viagem), e as cidades próximas mais conhecidas são Viterbo (Lazio) e Orvieto (Umbria). Ela também fica a cerca de 180 quilômetros ao sul de Florença e seria uma visita ideal se incluída num trajeto entre estas duas cidades, ou numa viagem pelo sul da Toscana.



A cidade possui mais de 2.500 anos e foi fundada pelos Etruscos. Ela também foi sede do Santo Boaventura, escritor e filósofo.



Por que Civita di Bagnoregio é chamada de “A CIDADE QUE MORRE”?

Um pequenino borgo desenvolvido em cima de uma montanha de pedra argilosa ("tufo") e, por isso mesmo, com o passar dos tempos, ela tem sofrido deslizamentos que chegam a 7 cm por ano. Por isso "a cidade que morre". Por lá só se chega pela linda pontezinha de concreto com quase 1km de extensão e na cidade hoje moram apenas DOZE moradores!




Terremotos e erosões aceleraram a emigração de seus moradores no passado, o que rendeu à cidade o slogan de a cidade que morre. Não se sabe ainda por quanto tempo Civita di Bagnoregio continuará a existir, projetos de preservação buscam conter o avanço das erosões que a ameaçam de extinção. 

O risco é real e já desde o século XVI os habitantes de Civita começaram a abandonar a cidade e ir se instalar na vila ao lado, Bagnoregio. No final do século XVII (1695) aconteceu um grande terremoto que acelerou o declínio da cidade. E no século XIX, Civita estava se transformando rapidamente em uma ilha devido ao ritmo da erosão da camada de barro abaixo da pedra que sustenta a cidade.

Um fato interessante é que a ponte que une Civita a Bagnoregio só foi construída em 1965. Para subir até a cidade, as pessoas tinham de seguir por trilhas e escadarias, tornando a vida dos habitantes bem árdua.

Os mirantes ou precipicios nos conduzem a uma paisagem única.

No entorno da vila, precipícios conduzem a uma paisagem de aspecto quase lunar.O silêncio impera durante a maior parte do tempo.


Cada ruela traz uma surpresa, caminhar por Civita é voltar no tempo e sentir-se personagem de um filme da Idade Média. O tom alaranjado preponderante sobre toda a citadela harmoniza perfeitamente com flores de cores vivas que enfeitam portas e janelas. 

 

Os pequenos e peculiares restaurantes são um convite para apreciar a culinária ilaliana, regadas a um bom vinho e azeites de oliva dos arredores. Mesinhas postas ao lado de fora, gatinhos simpáticos e admirar cada pedacinho daquele lugar misteiroso é mais um convite para apreciar. Por lá não há carros e o silêncio se faz presente  durante a maior parte do tempo.


Tenho uma afinidade muito grande com lugares místicos assim. Se eu "não vim" de um lugar como este, eu certamente "voltarei". Não tem explicação a minha concexão Não tem explicação a minha sensação de pertencimento, queria entender mais tudo isso, é bastante intrigante.  


Civita é extremamente fotogência, mas nenhuma foto é capaz de traduzir a beleza daquele lugar. Isso sem falar da magia. Imagina numa cena de filme? De conto de fadas. É isso!

Um abraço.
Makenna Figueiredo.



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